terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Quando estais no meu colo
ou até mesmo 
envolto em meus braços
entro em conflito
comigo mesma
pois vejo-te tão vulnerável ao beijo...
e então, hesito
por simples
covardia.
Meu coração delatou-me,
e tive de admitir,
impossível não apaixonar-me
por ti.
Ish, a inspiração ficou,
ficou no travesseiro.
Não saiu do sonho,
não me lembro!
Agora poesia, 
eu não tenho.
Abro o livro alado
Deixo o sono de lado
E assim como todo viajante
fascino-me com o que pode estar distante
e alcanço em um instante.
Entre palavras e
em meio a vírgulas
está o estado
que abriga o espírito,
devora a mente,
transforma o físico
e se torna amante, da menina
que agora aprende, simplesmente
como não ser apenas
mais um humano errante.